segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Contexto e oportunidades da Energia Solar Fotovoltaica no Brasil



       Você sabe qual o cenário brasileiro sobre energia fotovoltaica? Quais são suas vantagens e limitações? Como implementar e aproveitar melhor essa energia? Então, caso tenha dúvidas sobre isso, nesse artigo iremos esclarecer essas e outras questões para você ficar a par do assunto!
  
       Primeiramente você precisa saber que nossa população cresce exponencialmente cada dia mais e com isso se tem uma maior demanda por energia, seja para usos em casa, nas indústrias, repartições públicas, escolas, hospitais, enfim, todos os setores que nos envolvem.

       Com essa necessidade maior, cresce também a preocupação em relação às fontes usadas para gerar energia, pois atualmente se leva muito em consideração o apelo pelo desenvolvimento sustentável, acompanhando a tendência mundial.

  • Qual o panorama brasileiro sobre a energia solar fotovoltaica? 

       Segundo dados do Balanço Energético Nacional de 2015, o uso de energias renováveis se elevou expressivamente, tendo a energia solar um crescimento no cenário brasileiro de 84%, principalmente nas residências domésticas.

       Em 2018, o Brasil obteve uma incidência solar de 5,4 kWh/m2, colocando-o a frente de países como os Estados Unidos, a China e Alemanha. Tal fato, mostra que nosso país tem grande potencial para explorar esses meios alternativos, devido à sua diversidade territorial imensa.

       O Brasil como país de clima tropical, favorece a implementação da energia solar, uma vez que a incidência de sol é muito grande (2.300 kWh/m2), podendo ser aproveitada tranquilamente, afinal é uma radiação que é desperdiçada. Contudo, ainda faltam políticas adequadas e concretas que vigorem na prática, ocasionando o desenvolvimento lento desse setor.

  • Mas que medidas o governo têm tomado para melhorar esse panorama? 

       A energia solar fotovoltaica vem sendo incentivada por políticas do governo, através de incentivos tarifários, como a isenção de impostos e formas de financiamento diferenciadas.

       No ano de 2012, as indústrias de energia solar de até 30 MW receberam cerca de 80% de isenção em suas tarifas de transmissão e distribuição, sendo que após os primeiros 10 anos de operação, a isenção passa para 50%.

 Outro grande incentivo por parte do governo foi dado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a qual publicou a Resolução Normativa n° 687/2015. Essa resolução alterou as regras referentes à geração de energia por parte do consumidor, incitando a estimulação no número de micro e minigeradores de energia, como no caso dos painéis solares.

  •  Você sabe quais são os benefícios do uso de energia solar? 

       O maior ganho com certeza está associado ao meio ambiente em que vivemos, pois já que o Brasil se responsabilizou em aplicar exigências cada vez mais firmes e reais para reduzir a emissão de gases tóxicos do efeito estufa, precisa e carece de produção de energia de fontes ambientalmente amigáveis.

        Os benefícios também se estendem à todo o sistema brasileiro, que passa a utilizar meios mais limpos para a geração de energia, comprometendo menos os recursos naturais, como no caso da energia elétrica que faz o uso de hidroelétricas (67% da cobertura no país), a qual precisa de grandes quantidades de reservatórios de água para funcionar e em momentos de seca são um problema.

        O governo também ganha na gestão dos recursos não renováveis, já que esses na maioria dos casos são limitados e mais poluentes, bem como na parte financeira, uma vez que as políticas públicas adotadas movimentam o setor econômico do país.

       Já para o consumidor residencial, as vantagens em investir em energia solar estão associadas principalmente à motivos econômicos, pois o atual preço que se paga pela energia elétrica anda caro, bem como à motivos ambientais, já que há racionamento de água em muitas cidades brasileiras e como a maior fonte de produção de energia é a hidroelétrica, infelizmente em alguns casos não se tem demanda de recursos naturais para prover o que determinada região necessita.

  • O que preciso saber antes de comprar o sistema fotovoltaico? 

        É possível encontrar dois tipos diferentes de sistemas fotovoltaicos, mas é necessário o uso de um componente externo que armazene a energia produzida, ou que a consuma no mesmo momento em que for gerada.


        ➤ Sistema on-grid: 

       São os sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica. Devido a isso, quando houver energia excedente, essa pode ser armazenada, levando à descontos na conta de luz. Em casos em que se produza menos que se usa, o que faltar é usado da rede elétrica instalada, pagando ao final do mês a parcela da energia consumida, menos o que foi produzido por você. Basicamente é composto de:

  1. Arranjo fotovoltaico: Conjunto de painéis solares que capitam a energia solar através dos raios incididos e a transforma em energia elétrica de corrente contínua; 
  2. Inversor de corrente: Sistemas que recebem a corrente contínua das baterias e as transforma em corrente alternada, para alimentar os aparelhos domésticos; 
  3. Medidor bidirecional: Aparelho eletrônico que mede a energia injetada na rede elétrica pela residência; 
  4. Monitoramento: Aparelho que mede a geração de energia solar e a monitora. 

        ➤ Sistema Off-grid: 

       Tratam-se dos sistemas autônomos e isolados da rede elétrica. Esse tipo deve fornecer energia de forma constante e direta aos equipamentos consumidores, porém tem grande limitação devido que a energia solar emitida sofre variações no seu percurso, como, por exemplo, a passagem de nuvens. Baseia-se em:

  1.  Arranjo fotovoltaico; 
  2. Inversor; 
  3. Medidor bidirecional; 
  4. Monitoramento; 
  5. Banco de baterias: Uma ou mais baterias que estabilizam a energia entregue aos equipamentos e armazenam para o uso a noite (quando não há produção de energia solar); 
  6. Controlador de carga: Dispositivos responsáveis pelo controle da carga, a fim de gerenciar o carregamento e descarregamento de energia da bateria, conforme a necessidade; 

       Dessa forma, de modo geral, os sistemas on-grid apresentam vantagens por não fazer uso de baterias e controladores de carga, tornando-os 30% mais eficientes e recomendados para o uso urbano, pois podem gerar descontos na conta de luz, enquanto que os off-grid podem apresentar benefícios referentes ao armazenamento de energia, principalmente em regiões em que não se tem energia elétrica disponível, como as áreas rurais isoladas.

       Portanto, mesmo que a energia solar fotovoltaica caminhe lentamente no Brasil, devido ao custo de investimento inicial ser um pouco mais elevado, vale pensar sobre, já que os equipamentos utilizados nos painéis solares atuais são fruto de processos tecnológicos avançados que conferem uma ótima qualidade ao produto.

       Estima-se que os painéis tenham durabilidade em torno de 25 anos, onde 3 anos são de recuperação do investimento e os outros 22 de usufruto dos benefícios, a qual quando a energia for gerada em grandes quantidades, pode ser vendida para as companhias abastecedoras da cidade e região.




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